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Arte de referência do episódio O sono que o Alzheimer rouba, a depressão que pode ser remapeada e a vacina que não pode esperar
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O sono que o Alzheimer rouba, a depressão que pode ser remapeada e a vacina que não pode esperar

Um estudo em camundongos aponta o papel das micróglias hiperativas na perda de sono associada ao Alzheimer; outra pesquisa identifica três vias neurais relacionadas à resposta duradoura à estimulação cerebral profunda na depressão resistente; e uma modelagem avalia os efeitos de alterar a vacinação contra hepatite B ao nascer.

22 de outubro de 202622 min
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Três histórias, três fontes e o contexto necessário para entender o que muda — e o que ainda precisa de confirmação.

01
ScienceDaily

Micróglias hiperativas podem contribuir para a perda de sono no Alzheimer

Em camundongos com alterações semelhantes às do Alzheimer, a redução temporária de grande parte das micróglias restaurou mais de duas horas de sono por dia sem remover as placas de amiloide.

A pesquisa divulgada pelo ScienceDaily estudou camundongos geneticamente predispostos a desenvolver placas de amiloide e investigou o papel das micróglias, células imunes residentes do cérebro. Após a redução temporária dessas células, os animais dormiram mais e apresentaram aumento do sono não REM, sem redução das placas. O achado sugere que a resposta inflamatória das micróglias pode participar ativamente da fragmentação do sono, além da presença da patologia do Alzheimer. A evidência ainda é experimental, foi obtida em animais e não constitui tratamento para pessoas. Como as micróglias também exercem funções essenciais de proteção neural, o desafio é modular sua atividade sem eliminar suas funções benéficas.

Leia na fonte original"Mind-blowing" Alzheimer’s breakthrough: Two hours of sleep restored without clearing brain plaques
02
ScienceDaily

Três vias cerebrais associadas à melhora duradoura na depressão resistente

Uma análise de pacientes submetidos à estimulação cerebral profunda associou respostas duradouras à ativação de três vias de substância branca e destacou a importância da posição dos eletrodos.

Segundo o ScienceDaily, pesquisadores do Mount Sinai analisaram dados de diferentes grupos de pacientes com depressão grave e resistente tratados com estimulação cerebral profunda. A melhora sustentada esteve associada ao alcance de três vias de substância branca: o feixe do cíngulo, o forceps minor e o fascículo uncinado medial/via amigdalofugal ventral. Pacientes sem melhora após dois anos apresentaram, em comum, menor envolvimento de uma conexão do cíngulo esquerdo. O resultado pode ajudar a tornar o planejamento da estimulação mais preciso e individualizado, mas a DBS continua sendo uma intervenção cirúrgica investigacional para esse contexto, com riscos e necessidade de estudos clínicos adicionais.

Leia na fonte originalScientists uncover 3 key brain pathways linked to lasting depression relief
03
The New York Times

Modelagem estima impacto de mudar a vacinação contra hepatite B ao nascer

Um estudo projetou que abandonar a vacinação universal contra hepatite B ao nascer poderia aumentar as infecções crônicas e deixar mais crianças suscetíveis ao vírus ao chegar à vida adulta.

O New York Times relata uma modelagem publicada nos Estados Unidos sobre possíveis mudanças na política de vacinação contra hepatite B. O estudo estimou que adiar a dose para os dois meses de idade aumentaria as infecções crônicas adquiridas até os 20 anos em 19%; uma política de decisão compartilhada poderia elevar esse número em 83% e deixar mais da metade das crianças nascidas a cada ano suscetível à infecção ao chegar à idade adulta. Trata-se de uma projeção baseada em modelos, não de uma observação direta. A hepatite B pode causar cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado; no Brasil, a vacinação faz parte do calendário do SUS e a caderneta deve ser conferida com orientação da unidade de saúde quando houver dúvida.

Leia na fonte originalKennedy’s Vaccine Plan Could Cause Surge in Hepatitis B, Study Finds