Todos os episódios
Arte de referência do episódio O que cães, fígado e colesterol têm em comum — e o que isso diz sobre o seu futuro
Frequência Saúde Notícias

O que cães, fígado e colesterol têm em comum — e o que isso diz sobre o seu futuro

Três descobertas sobre envelhecimento, regeneração do fígado e estatinas mostram como escolhas e processos biológicos podem influenciar a saúde ao longo do tempo.

10 de setembro de 202619 min
Ouvir no Spotify

Três histórias, três fontes e o contexto necessário para entender o que muda — e o que ainda precisa de confirmação.

01
Science Daily

Cães podem revelar pistas sobre a longevidade humana

Pesquisadores do Dog Aging Project encontraram padrões de pequenas moléculas no sangue de cães associados a vidas mais longas ou mais curtas, em um padrão semelhante ao observado em humanos.

O estudo analisou amostras de sangue de cães de diferentes raças, idades e tamanhos e comparou perfis de metabólitos com dados humanos. Moléculas ligadas à inflamação crônica, ao estresse celular e ao metabolismo energético apareceram como marcadores de longevidade nas duas espécies. A descoberta reforça o valor dos cães como modelos próximos do ambiente humano, mas é observacional: associação não prova que manipular esses metabólitos prolongará a vida.

Leia na fonte originalDogs may hold surprising clues to human longevity
02
Science Daily

Por que o fígado pode não se recuperar mesmo depois da abstinência

Uma pesquisa identificou como a inflamação crônica relacionada ao álcool pode deixar células do fígado presas em um limbo regenerativo.

Pesquisadores analisaram células hepáticas de pessoas em diferentes estágios da doença e fizeram experimentos em modelos celulares. Os resultados indicaram que a inflamação causada pelo álcool pode provocar erros no splicing do RNA, comprometendo a localização e o funcionamento de proteínas necessárias à regeneração. A via molecular identificada é um possível alvo para terapias futuras, mas os achados ainda não equivalem a um tratamento clínico disponível.

Leia na fonte originalScientists find why the liver may not heal even after you stop drinking
03
The Guardian

Estatinas e o risco de demência ao longo do tempo

Um estudo de 15 anos associou o uso de estatinas a uma redução relativa de até 15% no risco de demência, especialmente quando iniciado mais cedo.

A pesquisa acompanhou mais de 132 mil pessoas na Dinamarca entre 2006 e 2021 e observou que quem iniciou estatinas durante o período teve menor risco relativo de demência; a associação foi maior entre os que começaram mais cedo. O estudo é observacional e não prova que as estatinas, sozinhas, causam a redução do risco. A decisão de usar o medicamento deve seguir indicação e acompanhamento médico.

Leia na fonte originalStatins can reduce dementia risk by up to 15%, long-term study suggests